segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Jardin de Louxembourg e Saint Étienne

Pessoal:



Eu achei que a postagem de ontem ficou meio deprê. Li hoje a do meu amigo Arthur que foi uma postagem super bem humorada e resolvi pôr coisas mais alegres aqui no meu blog também!!! Saí pra lá uruca!!!!



É o seguinte: outro dia, por indicação dos meus amigos Elen e Alexandre, eu passei pela Igreja de São Êstevão aqui em Paris e tirei umas fotos. Só que eu até tinha esquecido delas. A Igreja fica ao lado do Pantheon (Susanna, a gente foi lá, você se lembra? Eu só não prestei atenção que era do Saint-Étienne. Ou, melhor, eu não sabia que Saint-Étienne e São Êstevão são, na realidade, a mesma pessoa, só que em um o nome está em francês e em outro, em português....)



Aliás, essa representação aqui nesse afresco se parece muito com uma outra que pus nesse mesmo blog há pouco, de um quadro do Louvre... Esse é mais antigo (o do Louvre...)



Hoje fiz muitas coisas: de manhã trabalhei na minha nova composição; almocei com a Maíra no Pó-Royal; à tarde fui à sala do Mikhail e discutimos a minha composição. Ele me deu muitas dicas importantíssimas, sobretudo sobre a espacialização, algo sobre o qual eu não tenho tanta experiência...; Depois, à noite, fui ao centro; e, chegando do centro, tive uma conversa muito bacana com a minha amiga Mariana.


Aliás, saindo do almoço, fui à pé do Pó-Royal ao Ircam pois estava com tempo. E, no caminho, resolvi entrar no Jardin de Louxembourg. É um lugar pelo qual passo todos os dias e onde nunca tinha entrado... Na foto abaixo, o Senado francês (que fica dentro do jardim)

Achei lá uma instalação que me tocou muito. Tanto pela beleza dela própria, como pela beleza do lugar onde ela está e pelo que ela tenta representar. É claro que em arte, uma representação é sempre ambígua (juram mesmo que não tem mais trema nessa palavra!....), mas está escrito que ela se chama "O grito e o escrito" e representa uma homenagem ao fim da escravatura e, ao mesmo tempo, um alerta contra a escravatura moderna, ainda em voga em muitos países, de maneira disfarçada... Ela tem dois lados... Não consegui definir se há uma relação se cada um dos lados é para um significado... Vejam aí...



Enfim, é isso aí... Hoje o meu dia foi bem movimentado e bacana...

Aliás, amanhã tenho aula com o Ledoux. Ele me enviou hoje um link de duas transmissões radiofônicas realizadas sobre a sua música. O link é:


Prestem atenção, pois há vários links. O dele são dois programas e está escrito "ledoux" no fim do mesmo

Um grande abraço,
Tadeu

domingo, 25 de janeiro de 2009

Clima de xepa

Pessoal:

Por mais que eu me esforce, estou me sentindo já na xepa. Com apenas duas semanas para voltar ao Brasil, é inegável que já estou começando a pensar mais no lá do que aqui...

Por aqui, aliás, várias programações culturais fiz no fim de semana. Ontem fui jantar em um restaurante marroquino com a Elen, a Elis e o Alexandre. Ele, aliás, volta ao Brasil já amanhã: boa viagem!... O prato que comemos? Couscous marroquino (aliás, não tem nada a ver com o cuscus que comemos no Brasil. Ele consiste em uma farinha de sêmola preparada com manteiga servida junto com um caldo com legumes. Servidos em compartimentos separados, eles são unidos no prato do freguês, na hora, acompanhando ou não uma carne.)

Hoje fui ao cinema com a Gyselle. Não tinha ido nenhuma vez ainda ao cinema desde que cheguei. O filme que vimos: Séraphine.

E, mais à tarde, quando voltamos, teve um bolo em comemoração ao aniversário da Cristina e do Thiago. Parabéns aos dois. Durante a "festinha", três novos moradores do andar foram apresentados: a Mari, uma sueca que chegou ontem; a Mari(ana) e o Jorge (tenho dúvidas se é esse mesmo o nome), ambos brasileiros e moradores do apartamente em frente ao meu, o 501.

Um abraço,

Tadeu

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

+ berimbau

Pessoal:

(Ainda refletindo sobre a música nova) Há duas maneiras de se encarar um instrumento musical. A primeira é tratando as suas referencialidades; ou seja, pensar em um instrumento como parte de algo que está além dele. Por exemplo, nos vídeos do Jacaré do Lodo, ele nos ensina a tocar o berimbau a partir da lógica da capoeira e, por isso mesmo, uma coisa está fortemente associada à outra. Não tem como você ouvir o JL sem lembrar da capoeira, o berimbau dele é um símbolo da capoeria (isso na relação triádica do ícone-índice-símbolo);

Já a segunda maneira é você encarar um instrumento musical a partir da sua sonoridade própria. É a fábula do "L'enfant à l'herbe" do Pierre Schaeffer, em seu livro "Traité des objects musicaux". Ou seja, um instrumento não é referencial e sim nasce com a sua sonoridade. Para ficar mais claro isso, gostaria de exemplificar com um vídeo do Naná Vasconcelos, que me tocou muito...



Como fica bem claro no vídeo, não há um jeito certo ou errado de tocar (tecla sobre a qual o Jacaré do Lodo, para usar um exemplo oposto, bate constantemente). No vídeo do Naná, o instrumento berimbau não existe "à priori", ele é inventando ao mesmo tempo em que é inventada a sua sonoridade; e a sua maneira de tocar nasce da própria sonoridade... Essa é a grande diferença entre o berimbau referencial e o berimbau "enfant à l'herbe".

Um grande abraço e até amanhã, talvez...

Tadeu

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Berimbau

Pessoal:

Pretendo colocar um berimbau na minha nova peça. Só que, daí, surgiu a dúvida: como escrever para o instrumento? Há alguém que já tenha tentado?

O berimbau é um instrumento que tem o seu ensino tipicamente oral, como é visível na série de vídeos no youtube do Jacaré do Lodo (são 19 vídeos!... Já assisti até agora até o 13....)



Agora, há também um pessoal que já é mais avançado no tocar o berimbau. Não que o Jacaré não seja, mas ele está sendo bastante didático em seus vídeos. Há dois "improvisadores" que me chamaram muito a atenção: o Ramiro Musotto e o Cabello.



Não sei o porquê, mas o vídeo do Cabello não há um link para importá-lo diretamente... Fica então o link da Internet, para ser copiado e colado no seu navegador: http://www.youtube.com/watch?v=Jnd0_kEOFQU O improviso mais bacana mesmo é no início... Depois vira dança, o que é também legal...

Agora, algo que me chamou muito a atenção foi descobrir que há também berimbau na África. Isso eu não sabia. Achei que era um instrumento brasileiro. Mas não... Vejam a diva Madosini Manqina, da África do Sul. É um show!!! E ela cantando nas profundezas, então!!!! Vejam só...



Agora, há ainda um outro jeito de se tocar o berimbau que é utilizando o bordão de copo de vidro e "afinando" o instrumento. Há um vídeo bacana do Dinho Nascimento fazendo isso, no seu berimbau blues...



Então é isso... Viu só quanto de bobeira a gente aprende também no youtube!!! Acho que isso que é o mais incrível hoje em dia. Se você desconhece algo, acesse o youtube pois é bem capaz que haja algo lá!!!!

Agora, respondendo a minha pergunta inicial, "como escrever para o instrumento?", achei sim uma peça de um compositor chamado Hiller, que fez um dueto de piccolo e berimbau. Ele utilizou uma grafia mais ligada ao jeito de tocar do Dinho Nascimento, com alturas definidas, em clave de fá. Não sei se adoterei essa forma de escrita, pois como ficou bem claro nos vídeos do Jacaré do Lodo, o mais importante mesmo é o lugar e o jeito como se toca, e não as alturas que com isso se obtém. A não ser, é claro, em uma prática como a do Dinho, onde as alturas são importantes. Talvez haja um jeito de mesclar as duas coisas... Sei lá, estou ainda "en travaux" (em reformas...)

Um grande abraço e até a próxima,

Tadeu

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nieuw Ensemble

Pessoal:

A peça que pretendo escrever deverá ser apresentada pelo Nieuw Ensemble, da Holanda. Ou, de outra maneira, eu vou escrever para eles, pois eles estão pedindo peças novas a compositores brasileiros. Agora só faltará a minha peça ser selecionada. Não custa nada sonhar. E, para fazer algo mais coerente com o grupo, comecei a xeretar na Net sobre eles. E achei uns vídeos bacanas no Youtube. Mando aí uma versão musicada do João e Maria. Não entendi muito o que dizem pois está em holandês, mas dá para ver que se trata dessa história. Só um detalhe: no vídeo há dois grupos, o de teatro e o de músicos...



Um grande abraço,

Tadeu

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Cervau en travaux

Pessoal:

Agora que a Li foi embora, o meu cérebro voltou a pensar na tese... E também nas composições... Hoje fui ao Ircam com a idéia de começar a escrever mais uma peça... Vamos ver o que vai sair.

Um grande abraço,

Tadeu

Concerto de órgão na Santo Eustáquio

Pessoal:

Ontem, primeiro dia sem a minha linda por aqui, fomos a um concerto na Igreja do Santo Eustáquio, no Les Halles. Foi bem bacana... Curtinho: começou às 17h30 e acabou já às 18h00... Mas já valeu para dar uma volta.
Saindo de lá, fomos ao Quartier Latin para comermos um Falafel e um Halav. No caminho, passamos pelo Palais de Justice, que é muito bonito, visto da ponte que atravessa o Sena.
Depois do jantar, pegamos o ônibus. Da esquerda para a direita: Elen, Alexandre, Alexandre e Gyselle.
Aqui a Gysa tirou a foto e eu entrei nela...
Foi isso... Ontem eu fiquei o dia inteiro sem Internet e por isso essa postagem só saiu hoje, na segunda...
Um grande abraço,
Tadeu