quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ainda sobre as árvores



Ainda pensando sobre a postagem de ontem, sobre as árvores, vejam só que fotos lindas que tirei hoje. A primeira é de um plátano inteirinho avermelhado. Já a segunda é de uma trepadeira que também tem o comportamento de folhas caducas (já já ela irá perder todas as suas folhas...)
Como nesse blog só cabem cinco fotos por vez e como hoje estava um dia lindo de sol e eu tirei muitas fotos, a postagem de hoje está dividida em 4. Vejam as três postagens seguintes também, portanto.
(continua na postagem seguinte)

Ircam e imediações






(continuação da postagem anterior)
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Como já disse, hoje, quinta-feira, fez um belo dia de sol em Paris. E, algo que é bem europeu, pelo fato de eles não terem muitos dias bonitos como esse no ano, assim que o sol sai, é muito comum vê-los se esparramarem pelas praças e cafés, sempre a procura de um lugar para se esquentar ao ar livre. Na foto 1, isso fica muito claro. Ela foi tirada de frente do Centro George Pompidou, ou Beaubourg, como ele é conhecido por aqui, e que é também o nome da rua na qual ele está situado. Ele é um grande museu de arte contemporânea.
Agora eu gostaria de voltar a falar do Ircam. Ele está ligado administrivamente ao Centro Pompidou. E, fisicamente, eles são bem próximos (foto 2). O prédio da direita é o Beaubourg e o da esquerda é o Ircam. Este, na realidade, está localizado de frente à Praça Stravinsky (fotos 2 e 3). Essa praça tem um grande espelho d'água com figuras giratórias, algumas bem coloridas outras não. Cada figura faz uma referência a uma peça do grande compositor russo que dá nome à praça. Por exemplo na foto 3, a figura ao meu lado é um pássaro (na hora da foto, ele ficou meio de esgueio). É uma clara referência ao Pássaro de Fogo, nome de uma peça para orquestra de câmara.
Já as fotos 4 e 5 são da Médiatèque do Ircam: um lugar limpo, bem iluminado, aconchegante e calmo. Adorei muito ir lá para estudar. Reparem que o lugar da foto 4 é um mezanino que dá vista para o lugar da foto 5 (reparem na foto 5, no alto, à esquerda das luminárias, os abajures da foto 4).
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(continua na postagem seguinte)

Jardin des Halles







(continuação da postagem anterior)

Paris nos reserva algumas surpresas. Hoje, como estava um dia bonito e de sol, no caminho para o Ircam, decidi sair uma estação antes da que normalmente desço. E sair por uma saída pela qual ainda não saíra. E eis que, voilà, me deparei com um lindo parque, o Jardin des Halles. É um parque muito bonito, que dá frente para a Igreja de Santo Eustáquio (fotos 1 e 2 - reparem na foto 1 as pessoas ao sol se esquentando, como de frente ao Beaubourg.) É um parque muito bonito, onde os pais levam as crianças para brincar (foto 3); há um carrossel (foto 4) e o pessoal retraité (aposentado) se reune para jogar um jogo que mais se parece com a bocha (vídeo).

E, para mais uma grande surpresa de minha parte, eis que, tudo isso, todo esse imenso parque maravilhoso, está inteirinho, literalmente, em cima de um imenso Shopping Center de 3 andares subterrâneos (na foto 5, é a entrada do Shopping, que se chama Forum Les Halles). É assim que a cidade funciona: se na terra não tem mais espaço, faz-se subterrâneo mesmo....

(continua na próxima postagem)

Arthur e modelitos mais usados pelas européias


Nessa última postagem do dia (Ufa....) gostaria de lhes apresentar o Arthur (foto 1). Ele é um amigo meu que fez Aliança Francesa lá no Cambuí, em Campinas. Desde que cheguei aqui, a gente só se falava pelo chat do gmail. E já combinamos mais de uma vez de nos encontrarmos, mas nada. Hoje, estava eu comendo tranqüilamente lá no Resto U, quando eis quem chega? Arthur. Se a gente tivesse combinado, talvez não teria dado certo; sem combinar rolou... Essa foto é em casa. Ele fez questão de vir aqui tomar um café.
A foto 2 é especial para a Lígia. Quando eu saí do Brasil, ela me pediu que visse se as européias ainda usam o tipo do casaco de pena de ganso que ela tem. Pois bem: Li, não sei se é de pena de ganso, mas os dois tipos de modelitos que mais vejo as mulheres usando por aqui estão representados nessa foto: (i) ou elas vestem saia longa, como a da foto, que vem até, no mínimo, o joelho com uma meia bem alta (creio que 7/8 ou mais,) e bota bem alta também (no mínimo acima da metade da canela); ou (ii) elas usam calça jeans com sapatinhos de salto.

Enfim, era só isso que eu tinha para dizer hoje....

Até amanhã,

Tadeu

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

As árvores do meu novo jardim





Bom, acho que não é segredo de ninguém a grande paixão que tenho pelas árvores. Pois bem, as árvores que temos aqui na Europa são BEM diferentes das do Brasil. Em primeiro lugar porque, de uma maneira geral, as florestas tropicais tendem a ter uma enorme variedade de árvores com poucas espécies de cada uma delas; enquanto nas florestas temperadas, ou seja, das regiões mais frias do Globo, a diversidade diminui, porém a representividade aumenta (quer dizer, menos tipos de árvores, porém com mais indivíduos de cada espécie). E, também, de uma maneira geral, as árvores que temos nas regiões mais frias do Mundo são as coníferas, já adaptadas ao frio e que permanecem verdes o ano todo (por isso são chamadas, em inglês, por exemplo, de "ever green") e as árvores de folhas caducas. O fenômeno das folhas caducas não é exclusivo às árvores das regiões frias: elas ocorrem em algumas espécies brasileiras também: em um ou outro caso, as causas do caduquismo, apesar de aparentemente diversas, são as mesmas. No Brasil, algumas árvores, com destaque para as diversas espécies de ipês, perdem as suas folhas como uma forma de se defender do "inverno" brasileiro que é, na verdade, em muitas regiões, um período bastante seco do ano. As espécies caducas do Brasil são mais comuns nos ecossistemas do Cerrado e da Caatinga, justamente aqueles que passam por um período do ano onde a ausência de água é bastante acentuada. Perdendo as suas folhas, elas economizam a água que seria transpirada por elas (a perda de água pelas folhas é um resultado do processo de fotossíntese). Já nas regiões temperadas, as árvores perdem as suas folhas para se defenderem de três situações adversas à sua sobrevivência: o frio, a baixa oferta de luz solar e, por incrível que pareça, a baixa oferta de água, pois boa parte da água disponível está ou congelada ou inacessível às suas raízes. Ou seja, na realidade, a ausência de água em uma parte do ano é determinante para o comportamento das árvores caducas. Assim, com a chegada do frio, os bosques europeus vão ganhando tons de amarelo, vermelho e marrom. (foto 1: vista do meu quarto - destaque para o tom amarelado das árvores). Entre as árvores do meu "novo jardim", encontrei duas que gostaria de destacar pela sua beleza e comportamento ímpar: o Plátano e o Marronier. O primeiro é bem famoso: suas folhas estão na bandeira do Canadá. Porém há duas espécies: a americana e a européia. Provavelmente, na foto 2 (ao fundo -Maison du Brèsil), seja uma espécie européia (Platanus orientalis). O tom avermelhado das suas folhas anunciam a chegada do outono e, como não pode deixar de ser, do frio do inverno também. Já o Marronier (Aesculus hippocastanum), na foto 3 já com um tom amarronzado bastante pronunciado em suas folhas (é só comparar com o "ever green" que está ao seu lado na foto), é o que dá o fruto chamado de Marron (foto 4). Com esse fruto é que se faz o, voilà, "Marron Glacé", que nada mais é do que o fruto do marronier "glaçado". Daqui há algumas semanas eu vou voltar a tirar fotos das mesmas árvores e vocês verão como todas as suas folhas já se foram.
Ah!, faltou a foto 5: ela é do prédio principal da Ciup (parque do qual a Maison do Brèsil faz parte). A diferença para a foto já postada é que ela foi tirada da parte de trás do prédio (ao contrário de lá, que foi tirada de frente de quem entra pela portaria principal).
Um grande abraço a todos, um beijão para a minha Lindona e até a próxima,
Tadeu

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Conservatório e o casal Campos






Hoje passei a tarde toda + o início da noite no Conservatório. E foi fantástico. À tarde, fui à aula do prof. Claude Ledoux, onde foi analisado o Flourescences, Penderecki. Muito bacana a análise que aplicou à peça... Fez uma espécie de morfologia dos excitatores e dos ressonadores sonoros de toda a peça. Muito bacana... À tarde, quase noite (19h00) fui à um concerto onde foram tocados os "Oiseaux Éxotiques" do Messiaen, com uma bela análise antecedendo o programa. Foi excelente....
Foto 1: Entrada do Conservatório;
Foto 2: Entrada da Cidade da Música, que fica ao lado do Conservatório;
Foto 3: Eu + Ledoux no Conservatório;
Voltando do Concerto, passei, como quem não quer nada, pela cozinha do 5º andar. E, ainda bem, encontrei um pessoal para conversar. Foi o casal Carlile Campos + Renata. Ele é prof. no Imecc, da Unicamp; ela é funcionária pública no Rio e mora em Niterói. Foi muito bom. A gente ficou um tempo conversando e tomando vinho que eles me ofereceram. É o casal da foto 4. Já na foto 5 sou eu mesmo, na cozinha, em uma foto tirada pela própria Renata.
Ontem eu estava um pouco cabisbaixo por não conseguir me expressar direito em francês. (Aliás, valeu, Camilika, pela força... Muito bonito aquilo que você escreveu...) Ontem até fiz uma prece: e a ajuda veio. Hoje, na hora do almoço, por um acaso um tunisiano sentou ao meu lado e começou a puxar assunto. Era tudo o que eu precisava: fiquei o almoço todo conversando com ele em francês. Como vai ter aqui em Paris um jogo entre França X Tunísia, foi fácil encontrar assunto. Depois, na saída do concerto que fui no Conservatório, reparei em uma moça, também saindo do Concerto, que já vira no Restaurante da Citè (parque onde estou hospedado). Daí também que puxei assunto e fomos conversando em francês na meia hora do trajeto do metrô na volta para a casa. Foi bem bacana. E, também, percebi algo: se eu quiser treinar o meu francês, ao menos no início, devo tentar falar com o pessoal que não é francês: eles também, na maioria das vezes, estão em dificuldades e também desejam ter alguém com quem treinar o francês. Foi uma ótima lição que tive hoje....
Um grande abraço a todos e "à demain" (até amanhã....)
Tadeu

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

BNF



Hoje fui começar a desvendar os mistérios da BNF, Bibliotèque Nationale Française. Realmente ela é imensa, por dentro. Cheguei lá por volta de 10h. Consegui sem problema algum fazer a minha carteirinha de usuário (aliás, é incrível: para tuda há carteirinha....). Com a carteirinha na mão, fui começar a pesquisar o acervo. Aí é que começou a confusão.... O acervo é imenso... Não consegui me entender bem ainda em como achar um livro lá... Acredito que vou ter de voltar a esse local algumas vezes para começar a entender o funcionamento dele. Ah! Esqueci de dizer, A BNF está na primeira foto, acima. Na realidade ela é o prédio no fundo da foto. Como ele estava em reforma, eu achei a fonte que tem bem em frente muito mais bonita para sair na foto...
Já a segunda foto é da loja da Alphonse Leduc sobre a qual eu falei há algumas postagens atrás. Eu voltei lá hoje para comprar papéis de escrever música. Vamos ver se saí alguma nova composição daqui...
Em relação ao francês, eu estou tendo ainda um pouco de dificuldades em me expressar nessa nova língua. Espero que, com o tempo, isso melhore....
Camila: pretendo sim andar de vélib. É que a gente fica um pouco mal acostumado devido à facilidade de andar de mêtro. Estou aprendendo também a andar de ônibus. Hoje fui em um até a BNF (fica entre o Louvre e o Ópera). Aos poucos eu chego lá....
Um grande abraço a todos e até a próxima,
Tadeu